Carlos Bica

Sobre

“Em Carlos Bica, a música não se resume ao que lá está, mas a um policromático jogo de memórias de que somos, também ou principalmente os maiores protagonistas.”

– Blitz

Carlos Bica é um dos nomes do jazz nacional com maior projecção além-fronteiras, tendo-se tornado uma referência no panorama do Jazz europeu. Entre os vários projectos musicais que lidera e para além das suas participações em outras áreas como teatro, cinema e dança, o seu trio AZUL com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, tornou-se na imagem de marca do contrabaixista e compositor.

Quando se fala da música de Carlos Bica a crítica costuma salientar a forma como nela se interpenetram referências de diferentes universos, da música erudita contemporânea à folk, ao rock, ao jazz, às músicas improvisadas. O que corresponde, como seria natural, à própria trajectória do músico compositor. Aprendeu a tocar contrabaixo na Academia dos Amadores de Música e na Escola Superior de Música de Würzburg, na Alemanha. Foi membro da Orquestra de Câmara de Lisboa, assim como de diversas orquestras de câmaras alemãs, tais como, a Bach Kammerorchester e a Wernecker Kammerorchester. Fez muita música improvisada, durante anos tocou com a cantora Maria João, trabalhou e gravou na área da música popular portuguesa com Carlos do Carmo, José Mário Branco, Camané, Janita Salomé, Pedro Caldeira Cabral, Cristina Branco e colaborou com músicos como Ray Anderson, Kenny Wheeler, Aki Takase, Kurt Rosenwinkel, John Zorn, Lee Konitz, Mário Laginha, Mathias Schubert, Claudio Puntin, João Paulo Esteves da Silva, Gebhard Ullmann, Paolo Fresu, David Friedman, Alexander von Schlippenbach, John Ruocco, Daniel Erdmann, DJ Illvibe, entre outros.

“A música de Carlos Bica é excitante, é moderna e contagiante. Bica é um ouvinte atento ao mundo exterior – donde a sua modernidade – e um escritor de canções inato. Nas suas composições encontramos fragmentos de coisas que apenas o nosso subconsciente reconhece, mas expostas de forma tal que elas nos surgem absolutamente naturais e óbvias. Nada que tenha a ver com alguma forma de pastiche ou resultado de copy/ paste; antes uma forma evidente de contar histórias feitas de pedaços de quotidiano que de uma forma estranha reconhecemos.”

– All Jazz, Leonel Santos